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ELEIÇÕES 2018

Publicada em 03/10/18 às 11:50h - 6 visualizações
Corrupção entra na pauta em debate e Armando e Paulo trocam farpas

RCI FM 98


 (Foto: RCI FM 98)

No último debate para o governo de Pernambuco, os candidatos colocaram em primeiro plano a discussão sobre suspeitas de corrupção no programa promovido pela TV Globo, na noite desta terça-feira (2). O tema foi levantado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), que citou as operações Torrentes, Fair Play e Lava Jato contra o seu principal adversário, o governador Paulo Câmara (PSB). Os dois trocaram acusações. Participaram do debate também a advogada Dani Portela (PSOL) e o ex-deputado federal Maurício Rands (Pros).

Horas antes do debate, a pesquisa realizada pelo Ibope em parceria com o Jornal do Commercio e a TV Globo apontou um crescimento de quatro pontos percentuais do socialista, que chegou a 38% das intenções de voto. O petebista se manteve em 27%.

Ainda no primeiro bloco, Armando usou a Operação Torrentes para alfinetar Paulo. O senador já havia incluído no guia eleitoral a investigação deflagrada pela Polícia Federal há um ano, mas foi proibido de ligar o governador ao tema nos programas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

O socialista não é citado na investigação.

“A denúncia alcança figuras notórias e ligadas ao núcleo mais forte do governo”, afirmou. Um dos acusados na quinta denúncia oferecida no âmbito da Torrentes, na semana passada, foi o coronel Mário Cavalcanti, ex-secretário dos governos Eduardo Campos (PSB) e Paulo Câmara.

A operação investiga contratos da Secretaria da Casa Militar, com recursos da União, para o atendimento das vítimas das enchentes na Mata Sul em 2010 e 2017. 

O tema voltou a aparecer em outros blocos do debate e Armando foi além da Torrentes, citando a Fair Play, em que Paulo Câmara é investigado por supostas irregularidades na Arena de Pernambuco, e o fato de ele ter sido citado pelo ex-executivo da JBS Ricardo Saud, em delação premiada.

O governador devolveu afirmando que o delator está preso e que aliados de Armando também são investigados, citando o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Michel Temer (MDB) no Senado. O parlamentar era do PSB até o ano passado.

“Você não tem currículo, não tem palanque, não tem aliados. Não me coloque no meio dessa sua confusão”, afirmou Paulo ao petebista. “Você foi administrador privado e tudo que você administrou deu errado. Trabalhou sempre contra os trabalhadores”.

Antes de fazer uma pergunta a Paulo no último bloco, Armando reclamou de o governador ter usado a vida pessoal para atingi-lo. “O problema é que você não pode falar nada da minha vida pública porque não há nada que desabone”, disse.

O tema também apareceu em todos os blocos do debate, incluindo em uma pergunta de Maurício Rands a Dani Portela, momento que ela aproveitou para fustigar os adversários.

“Paulo Câmara não combateu a corrupção, deixou que o dinheiro fosse desviado”, afirmou, retomando a Operação Torrentes.

Para criticar os outros adversários, ela enfatizou que ambos estiveram no palanque do PSB nas últimas eleições, parafraseando o candidato do PSOL à presidência da República, Guilherme Boulos, ao dizer que há “50 tons do PSB”.

Dani Portela citou que Armando foi eleito para o Senado em 2010 no grupo do ex-governador Eduardo Campos (PSB), padrinho político de Paulo.

“(Maurício) Rands já esteve junto, dentro de secretaria e vem falar em corrupção. Acusa Paulo, mas faz coligação em que o principal partido não sai do governo. Se coloca como oposição, mas reproduz as mesmas práticas das velhas oligarquias políticas”, afirmou ainda.

O PDT, que tem a vice na chapa de Rands, com a ex-vereadora do Recife Isabella de Roldão, mantém cargos na gestão de Paulo Câmara, como a Secretaria de Agricultura, de Wellington Batista.

Com mais dois partidos na chapa, Rands havia criticado as coligações maiores, para alfinetar Paulo e Armando. “Quando governam, loteiam as secretarias”, disse.

‘Ministro do desemprego’ x ‘exterminador de emprego’

Polarizando o cenário eleitoral, Paulo e Armando também protagonizaram o debate, trocando farpas ainda sobre as gestões. 

“Você era ministro na área que era para gerar desenvolvimento e trouxe muito desemprego, ‘Ministro do Desemprego’, que nunca trouxe nada para Pernambuco”, afirmou o socialista, ao responder uma pergunta do petebista no segundo bloco do programa.

“Está dizendo que a culpa do desemprego é de quem? Do ministro de Dilma”, questionou Armando Monteiro.

Em 2015, o senador assumiu o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Hoje, os petistas estão na coligação de Paulo Câmara no Estado.

“Quem colocou Temer lá foi ele”, afirmou, dirigindo-se ao governador. “Eu digo: a culpa é de Paulo, porque foi Paulo que colocou Temer lá. É ruim de serviço, mas muito bom para terceirizar a responsabilidade”, acusou ainda.

No terceiro bloco, Armando voltou ao assunto ao responder Rands. “O emprego em Pernambuco se agravou pela incompetência e inação. Paulo é um exterminador de emprego. Pernambuco tem um conjunto de obras paradas que não foram destravadas por incompetência”.

Folha de pagamento dos servidores

Outros assuntos que dominaram o fim do debate foram o pagamento do funcionalismo e a situação fiscal de Pernambuco. Enquanto Paulo Câmara defendeu a sua gestão, Armando e Rands fizeram ataques. “Mantive a folha de pagamento em dia e os serviços funcionando. Muitos estados quebraram”, afirmou o socialista.

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“Vinte e quatro dos 27 estados pagam salários em dia. Isso é obrigação”, rebateu o petebista, “Ele burla a Lei de Responsabilidade Fiscal com restos a pagar, porque fornecedores quebram pela absoluta falta de cumprimento dos pagamentos. Quando digo que é exterminador de empregos, porque, entre outras coisas, não paga fornecedores do Estado. Nessa fila, a gente não sabe nem qual é o critério de priorização. A capacidade de investimento vem se deteriorando ano a ano”, afirmou ainda. “É um grande engodo essa história de que Pernambuco tem uma boa gestão fiscal”.

“Isso quebra empresa, atrasa folha e o atual governador se gaba de dizer ‘paguei os servidores’. E os trabalhadores das empresas que não receberam créditos do Estado?”, questionou Rands.





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