Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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Política

Publicada em 18/05/17 as 06:07h - 32 visualizações
Donos da JBS dizem ter gravação de Temer dando aval a propina para silenciar Cunha

RCI FM 98


 (Foto: RCI FM 98)

Os donos da empresa JBS, Joesley Batista e o irmão Wesley Batista, disseram ter gravado uma conversa na qual o presidente Michel Temer oferece propina de cerca de R$ 500 mil para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo. Segundo a publicação, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também teria sido flagrado, através de um grampo, pedindo R$ 2 milhões. O dinheiro seria usado para pagar despesas do parlamentar com defesa na Lava Jato.

De acordo com o noticiário, os irmãos Joesley e Wesley Batista prestaram depoimentos entre abril e maio. Além disso, a Polícia Federal acompanhou a entrega de dinheiro, pela JBS, a intermediários de Temer e Aécio - situações gravadas em vídeo pelos investigadores, que monitoraram o caminho do dinheiro a partir da numeração das notas. Os empresários, que também mencionaram o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, já teriam confirmado os depoimentos ao ministro Luiz Edson Fachin, responsável no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Lava Jato.

Assim que essas notícias foram veiculadas pela internet, diversos parlamentares usaram a tribuna do Plenário para comentar o caso. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que a Câmara não poderia votar MPs "editadas por um governo desmoralizado por toda a mídia". Diante de gritos "Fora Temer" e do tumulto em Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a sessão.

O senador Aécio Neves não se pronunciou e o Palácio do Planalto emitiu uma nota oficial. Confira abaixo:

Nota à Imprensa

O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.

Pedido protocolado

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite desta quarta-feira (17), na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment de Michel Temer por crime de responsabilidade. No Salão Verde, deputados da oposição pediram a renúncia imediata de Temer e a convocação de eleições diretas para a Presidência da República.




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